Assim pensa Dráuzio Varella (I)

“Independentemente de julgamentos morais, a clonagem reprodutiva deve ser proibida por lei, porque não existe a menor segurança de que bebês gerados por meio dela serão bem formados.” ( Dráuzio Varella, em Instituto de Estudos Avançados da USP – IEA: “Clonagem Humana”, 01 V 2004 – http://bit.ly/r3qJ5Y )

Questões:

1. “Independente de julgamentos morais”: a qual moral se refere o militante ateu e médico?

A moral está na religião. Ele não percebe isso, ou faz que não percebe. Qual seria então a moral a qual Varella se refere, sendo ele um indivíduo anti-religioso? A moral do Homem? Mas o Homem é suspeito para definir sua moral, pois seria algo que atenderia aos seus interesses. Seria isso moral?

“Você pode tudo, mas nem tudo lhe convém”.

2. “clonagem reprodutiva deve ser proibida por lei, porque não existe a menor segurança de que bebês gerados por meio dela serão bem formados”:

Isso nos leva a crer que, a partir do momento, quem sabe, que a clonagem reprodutiva apresente (hipótese) alguma (mesmo a menor) segurança, então ela poderá deixar de ser proibida? Isto sugere um pensamento utilitarista, ou seja, que, de acordo com a situação favorável ou não no momento em relação a determinado tema, lhe confere status de certo ou errado. Em suma: o que é errado hoje pode ser certo amanhã. Isso é moral?

Vejamos o texto que segue:

“Due to the inefficiency of animal cloning (only about 1 or 2 viable offspring for every 100 experiments) and the lack of understanding about reproductive cloning, many scientists and physicians strongly believe that it would be unethical to attempt to clone humans. Not only do most attempts to clone mammals fail, about 30% of clones born alive are affected with “large-offspring syndrome” and other debilitating conditions. Several cloned animals have died prematurely from infections and other complications. The same problems would be expected in human cloning. In addition, scientists do not know how cloning could impact mental development. While factors such as intellect and mood may not be as important for a cow or a mouse, they are crucial for the development of healthy humans. With so many unknowns concerning reproductive cloning, the attempt to clone humans at this time is considered potentially dangerous and ethically irresponsible. See the Cloning Ethics links below for more information about the human cloning debate.” ( Human Genome Project Information: “Cloning Fact Sheet” – http://1.usa.gov/nh8UUR )

A linha central que rege o trecho acima descrito coincide com o pensamento varellista, ou vive-versa. Verifica-se claramente a “moral utilitarista” embutida, o que nos indica que se trata mais de uma escola de pensamento (ou pseudo-religião):

“With so many unknowns concerning reproductive cloning, the attempt to clone humans AT THIS TIME is considered potentially dangerous and ethically irresponsible.”

A expressão “AT THIS TIME” fala por si mesmo.

Pode ser antiético agora, mas amanhã… Who knows? Há uma moral que “evolui” com o “progresso histórico”. Assim como uma “opinião pública” que “evolui” com o “progresso histórico”. Onde será que está a raiz dessa “escola de pensamento”? Não é nada difícil descobrir, principalmente quando se deduz a idéia do “progresso histórico” embutida.

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