Monstros não existiriam sem a conivência de muitos

Há  diversos nomes que podem ser associados ao terror revolucionário (chamem nazismo ou comunismo). Porém, ao acompanhar documentários sobre tipos, por exemplo, como , Lenin, Stalin e Hitler (apenas para citar os três ídolos do Mal) é comum verificar uma sutil tentativa de desassociá-los do regime ao qual serviram, como se essas figuras sinistras não fossem resultados dos próprios regimes ao qual serviram. Isso fica muito claro, por exemplo, no caso de Stalin. A impressão passada ao público é de que a experiência revolucionária é essencialmente boa, mas pessoas inescropulosas e doentes mentais levaram a redenção do Homem ao fracasso. Seria este, supostamente, o caso de Stalin. O comunismo em si seria uma aventura humana em direção ao Éden perdido, e que foi destruído por tipos como Stalin. O mar de desespero, destruição e morte não é fruto do regime em si, mas fruto da mente doentia daquele que no momento operava sob o regime. Nota-se uma macabra tentativa de justificar o regime, associando todo o horror ao dirigente. Ocorre que aqueles dirigentes só estiveram lá porque o regime permitia isso, precisava disso. Usar as camadas desesperadas da população por um lado e exterminar os opositores por outro lado.

Hiltler foi um assassino em larga escala? Sim. Lenin também o foi, assim como Stalin, Mao, etc. Mas eles tiveram a oportunidade de exercitarem suas vocações porque os regimes aos quais serviam permitiam que tipos macabros conduzissem as ações. Na verdade, aqueles regimes precisam disso. Exterminar, exterminar, exterminar. É a sua natureza. Deixando o mundo, no final, para o deleite de alguns iluminados, pneumáticos, escolhidos, ou sei lá mais o quê.

É preciso deixar isso muito claro: o movimento revolucionário (seja o nazismo, o comunismo, ou outro qualquer que venha a existir) é causador de todo horror, independente de quem esteja no comando no momento. Quantas vezes tentar-se estabelecer os fundamentos da utopia revolucinária, então o horror instalar-se-á novamente. Seja quem for que estiver no comando.

A primeira experiência comunista da História foi a Comuna de Paris – logo após a derrota da França ante a Prússia (guerra franco-prussiana nas últimas décadas do século XIX). A Comuna deixou um saldo de 18 mil mortos, além da destruição de Igrejas e prédios públicos. O regime revolucionário sempre aparece para aproveitar das brechas abertas pelas tragédias, pelas calamidades. E quando opera na realidade, somente gera mais tragédia, mais calamidade.

Associar a maldade à personalidade dos líderes revolucionários é livrar a barra do movimento revolucionário, para que assim, mais adiante, aquele possa ressurgir e gerar mais morte, mais destruição, mais horror.

Publicado originalmente em Notas do Facebook, 06 VI 2001.

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